ESSE MISTÉRIO QUE É O OUTRO

Artur da Távola

 

Só o afeto permite estender a compreensão a níveis intensos e profundos. Permite até que a crítica verdadeira seja aceita. A falta de afeto, bloqueia qualquer forma de compreensão pois impede a comunicação. Quem não gosta, pode, até julgar com precisão e lucidez, porém, jamais, será capaz de um conhecimento possível, apenas, quando proveniente da compreensão. 

Há um conhecimento empático só viável através da compreensão. E há uma forma de compreensão que só é viável através da empatia. Este, não é o único modo de conhecimento possível. Mas é o que permite ir longe e fundo tanto no próximo, quanto em si mesmo(a). 

Compreender é, portanto, empatizar, traduzir, decodificar, interpretar, para só depois definir à luz da razão. Só o afeto permite o entendimento, a percepção e o sentimento do outro. E para compreender é fundamental não julgar. Aceitar primeiro e só julgar, depois. 

Na recusa de emitir julgamento, (mesmo o generoso e talvez algo insincero porque amigo) está uma eloqüente atitude: é o impulso de empatia, único capaz de efetivamente compreender, porque nascido da capacidade de aceitar antes de julgar. Quando alguém se recusa a julgar e dá ao próximo a felicidade de saber-se aceito, faz a este um bem maior que qualquer inflamada manifestação de solidariedade humana. 

Ser aceito é felicidade para qualquer pessoa. Nem a generosidade da amizade, nem o julgamento da razão implacável. Apenas o prazer silencioso de aceitar o outro e saber senti-lo. 

Saber aceitar é arte para poucos. Em geral, as pessoas estão de tal forma carregadas de si mesmas, de suas opiniões e ressentimentos que sobra pouquíssimo espaço para aceitar esse mistério ambulante que é o outro. No entanto, aceitá-lo é a condição indispensável para haver empatia, compreensão, comunicação.




- Escrito por Dani
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MULHERES

Luis Fernando Veríssimo

Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida de que ele exista? E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você? E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento? E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco?
Rio de Janeiro, 40 graus você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece? O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido. Vai que você pisa numa poça..." Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado... O sexto-sentido não faz sentido! É a comunicação direta com Deus! Assim é muito fácil...
As mulheres são mães! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...Tudo isso é meio mágico... Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem? Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam! E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar os homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que eles nunca verão as mulheres - anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz dormir nessa hora.



- Escrito por Dani
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Djavan

 

Um Amor Puro


 

O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer

E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém

Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história

Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul

Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro

 

Ao meu amor...



- Escrito por Dani
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A MULHER DEPOIS QUE AMA

Uma coisa especial ocorre com a mulher depois que ama.
Reparem, estou dizendo: depois que ama.
Não estou me referindo a ela enquanto está no ato do amor.
Disto se pode falar também, e a literatura a partir do romantismo
e depois o cinema, modernamente, já tentaram de várias formas
simular na relação amorosa como a mulher suspira, se contorce,
desliza as mãos e entreabre a boca do corpo e da alma.
Mas, quando digo "depois que ama", refiro-me ao estado de graça
que a envolve após o gozo ou gozos, e que perdura
horas e horas e às vezes dias.
Fica macia que nem gata aos pés do dono.
Mais que gata, uma pantera doce e íntima.
Sua alma fica lisinha, sem qualquer ruga.
 A vida não transcorre mais a contrapelo. Desliza.
Ela tem vontade de conversar com as flores,
com os pássaros, com o vento.
Sobretudo, descobre outro ritmo em sua carne.
É tempo do adágio, de calma e fruição.
Neste período, aliás, o tempo pára.
Em estado de graça ela se desinteressa do calendário.
O cotidiano já não a oprime.
É a hora de uma ociosidade amorosa.
O fato é que a mulher nessa atmosfera sai do trivial,
se agiliza e glorificada, pervaga pela casa.
O homem, animal desatento, às vezes não se dá conta.
Em geral, nunca se dá conta.
Ou dá-se conta nos primeiros minutos após o ato de amor,
e depois se deixa levar pela trivialidade,
deixando-a solitária em sua felicidade clandestina.
Na verdade, ela sobrepaira ao tempo,
está adejando em torno do amado,
que deveria suspender tudo para sentir
desenhar-se em torno de si esse balé de ternura.
Deveria o homem avisar ao escritório: hoje não posso ir,
estou assistindo à reverberação do amor naquela que amo.
E como isto se assemelha à floração rara de certas plantas.
Os amados deveriam interromper tudo:
seus negócios e almoços e ficarem
ali,prostrados, diante da que
celebra nela o que ele ajudou a deslanchar.
Já vi algumas mulheres assim.
Era capaz de pressentir a 115 m que elas estavam levitando
de tanto amor que seus amados nelas desataram.
Há uma coisa grave na mulher que foi ao clímax de si mesma.
Que não esteja distraído o parceiro ou parceira.
Ela tem mesmo um perfume diverso das demais.
É um cio diferente.
É quando a mulher descerra em si o que tem
de visceralmente fêmea, tranqüila que, mais que possuída,
possui algo que atingiu raramente.
As outras mulheres percebem isto e a invejam.
Os machos farejam e se perturbam.
É como se estivessem num patamar seguro a se contemplar.
É quase parecido a quando a mulher vive a maternidade.
Mas aqui é ainda diferente, porque na maternidade existe
algo concreto se movimentando dentro dela.
Contudo, nessa atmosfera que se segue a uma epifânica
sessão de amor, diverso, porque ela está acariciando
uma imponderável felicidade.
Estou falando de uma coisa que os
homens não experimentam assim.
O gozo masculino é mais pontual e parece se exaurir
pouco depois do próprio ato.
Só os escolhidos, os de alma feminina, vez por outra,
o sentem prolongar-se dentro de si.
Mas em geral, é diferente.
Terminado o ato, uns até rolam para o lado
e dormem como se tivessem tirado um fardo do ombro,
outros acendem o cigarro, vestem suas ansiedades
e voltam ao trabalho.
É constatável, no entanto, que o homem apaixonado
também transmite força, alegria, energia.
Ele oscila entre Alexandre o Grande
e o artista que chegou ao sucesso.!
Também brilha.
Mas é diferente.
E não é disto que estou falando, senão do gozo feminino
que não se esgota no gozo e se derrama
em gestos e atenções por horas e dias a fio.
Freud andou várias vezes errando sobre as mulheres e,
por exemplo, colocou equivocadamente aquela questão
de que a mulher teria inveja do homem
por ser este um animal fálico.
Convenhamos: inveja têm (e deveriam ter)
os homens quando prestam atenção no fenômeno
que ocorre com as mulheres, que ao serem amadas
atingem o luminoso êxtase de si mesmas, como se tivessem
rompido uma escala de medição trivial para lá
da barreira dos gemidos e amorosos alaridos.
É isso: quando a mulher foi amada e bem amada,
ela ingressa nessa atmosfera sagrada,
cuja descrição se aproxima daquilo
que as santas estáticas descreveram.
Uma aura de mistérios as envolve.
E isso, por não ser muito trivial, por não ser nada profano,
talvez se assemelhe aos mistérios gozosos
de que muitos místicos falaram.

@Affonso Romano de Sant'Anna



- Escrito por Dani
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AMORES

Artur da Távola


Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras. 
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: 
cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. 
Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão. 
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito. 
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. 
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, "aquela conversa importante que precisamos ter", arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. 
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. 
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente. 
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. 
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. 
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonito fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. 
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. 
Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

 

Acho que todos nós ainda nos questionamos muito sobre o amor, hoje tento amar de um jeito mais desapegado tentando assim enxergar apenas as coisas boas, deixando de lado todos os sentimentos negativos, aprendi q me amando mais, sou capaz de oferecer muito mais, além de me auto realizar...

um gde beijo a todos!



- Escrito por Dani
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69

MAGDA ALMODOVAR


Sessenta e nove... um número... um preço...
um ano... uma idade... uma vontade...

Sessenta e nove... uma forma ...um desenho..
um movimento de linhas curvas... um apelo...

Sessenta e nove... uma fantasia sexual...

Sessenta e nove... você... eu... o prazer...

Sessenta e nove vezes já fizemos 69 ...nunca igual...

Sessenta e nove horas de sabor e descobertas...

Sessenta e nove, o nosso... é delírio... é feito de gotas... chuva... línguas... narizes... cheiros... sabores... amor...

Sessenta e nove ... é nossa viagem aos sucos que nascem em nosso interior...

Sessenta e nove... as vezes começo... as vezes durante... as vezes fim... sempre entrega...

Sessenta e nove pudores que você derrubou...

Me lembro a primeira vez...

Fechada em medos... receios... conceitos... preconceitos... em pudor...

Meigamente você tomou meus lábios... invadiu minha boca... sugou meus seios...

Lentamente percorreu o caminho até meu umbigo... ali se deteve... lambendo... introduzindo sua língua quente...

Dancei e me ofereci...

Você me desenhava o ventre com a língua... as mãos brincando em meus mamilos... me fez instinto faminto...

Suas mãos agora apertavam meu traseiro... levantavam-me para facilitar seus beijos em meus grandes lábios...

Gemendo eu dizia delírios... dizia pare... dizia me penetra , meu amor...

Minha cabeça girava... em mim surgia a vontade de pesquisar seu membro forte

que me tocava as pernas, ensandecido de desejo de ser lambido...saboreado com amor...

Por segundos tive pânico... era tão nova essa vontade... esse despudor...

Quis gritar minha vontade...

Não houve necessidade...

Você sabe fazer amor...

Girou seu corpo amado...

Ofereceu seu membro adorado...

Fêmea ...apenas fêmea... só instinto... me tornou...

Deus! Que gosto... poder saber seu gosto... engolir seu sabor...

Com cuidado percorri este poderoso instrumento rijo, de textura macia, fina pele em sua borda... sensível... forte... na justa medida da minha fome de comer amor...

Sua língua me invadia... minha boca o engolia... sugávamos os sucos do amor...

Sede saciada... desejo crescente... loucura presente... fizemos chuva de amor...

Sessenta e nove é linha curva que em círculo aprisiona e liberta nosso amor...



- Escrito por Dani
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O Paradoxo

O paradoxo do nosso momento na História é termos prédios mais altos, mas
paciência curta; rodovias mais largas, mas pontos de vista mais estreitos;
Nós gastamos mais, mas possuímos menos; compramos mais, mas aproveitamos menos.
Nós temos casas maiores e famílias menores, mais conveniências e menos tempo;
nós temos mais diplomas, mas menos razão; mais conhecimento, mas menos juízo;
mais especialistas e ainda mais problemas, mais ciência, mas menos bem-estar.
Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critério, dirigimos rápido
demais, ficamos acordados até muito tarde, acordamos muito cansados, lemos muito
pouco, assistimos TV demais, e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não
vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um
novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Limpamos nosso corpo, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso
preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas
realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar, e não a esperar
Essa é a era de dois empregos e vários divórcios, casas chiques e lares
despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas,
dos corpos obesos e das pílulas que fazem tudo, de animar a acalmar, matar.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa
reflexão ou simplesmente clicar "delete".

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui
para sempre.
 Lembre-se de dizer "eu te amo" a sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas
em primeiro lugar, ame.

Uma excelente semana a todos,

Becky



- Escrito por Rebeccah
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AMOR E MEDO

OSHO

Todo amor começa de um jeito romântico

Um homem se enamora de uma mulher porque gosta do modo como ela anda, da sua voz, do seu jeito.

E por coisas tão pouco essenciais, as pessoas se apaixonam: o formato do nariz, a proporção do corpo, os seus olhos.

Entretanto, quando as pessoas ficam juntas, suas realidades entram em conflito.

Uma das coisas básicas a se compreender é que você ama uma pessoa porque ela é o que você não é, ela tem o que você não tem.

Você queria ser rico porque era pobre. Todo o desejo de ficar rico era por causa de sua pobreza.

Ou, de outra forma, se você está com fome, fica obcecado por comida. Mas quando seu estômago está cheio, quem pensa mais em comida?

O mesmo acontece com o que você chama de amor.

O problema é que, embora ambos se sentissem atraídos um pelo outro, na realidade eram desconhecidos um para o outro.

Na verdade, se o amor existe, você passa a amar ainda mais a pessoa na medida que a conhece. O amor cresce ainda mais a medida que você a conhece.

Mas não estou dizendo que a pessoa deva se apegar. O apego traz o medo. O medo de perder a pessoa amada, o medo de perder o controle.

O amor e o medo são pólos opostos. Se existir medo, haverá menos amor. Se não houver o medo, haverá mais amor.

Se você amar de verdade, não se preocupará em perder a pessoa amada ou em controlá-la. Você deixará fluir, não terá medo de se fundir, não terá medo da vida. Não terá medo da felicidade.

 

As vezes sentimos tanto medo de perder quem amamos, q acabamos perdendo...

Vamos deixar as dúvidas, os medos, e tudo q nos torna infelizes e vamos nos permitir...um gde beijo!

 



- Escrito por Dani
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Intensa... prática... apaixonada... sorridente... melancólica... perdida em tantos defeitos e virtudes... esse é o meu espaço, um pouco da minha alma... enquanto não encontro minha metade, vou divagando mundo afora... as palavras fluem... o pensamento viaja... não tenho pretensões... escrever é uma grande paixão... além de ser uma eterna arte... a arte de poder ser poeta... um poeta da própria vida... 

 



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