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Nossas bocas costuradas, ponto a ponto, com o fio delgado, transparente da baba do engodo...
Capuzes pálidos de um medo compreendido, mais nunca explicado, desfilam
Cantando que o samba não tem cor...
E louvamos a liberdade em enredos, enquanto, que ao nosso lado, as sombras
Tremeluzentes de todos os nosso avós, lutam para avivar, em nossa memória distraída,
A chaga da sempre diária quarta-feira de cinzas...
Precisamos sim, pendurar atrás da porta essa fantasia transada de paciência que escora
Com alegorias os nossos abrigos febris até fevereiro do próximo ano...
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